Os relês automotivos de 4 e 5 pinos são componentes muito comuns em projetos eletrônicos e automotivos. Eles servem para controlar correntes mais altas usando apenas um sinal de baixa potência, o que os torna ideais para automatizar o acionamento de lâmpadas, motores, sirenes, ventiladores e outros dispositivos.
Inclusive, esse tipo de relê é usado em vários projetos do nosso Curso de Eletrônica para Iniciantes, e também está presente em diversos circuitos da nossa Apostila com 25 Projetos Práticos para Hobbistas, onde você pode praticar montagens reais usando relês, temporizadores e outros componentes simples e baratos.
Neste artigo, você vai entender como funciona o relê automotivo, quais são as diferenças entre os modelos de 4 e 5 pinos e como testar um relê usando ferramentas simples.
Assista também ao vídeo abaixo, onde mostro o funcionamento na prática.
Como funciona um relê automotivo
O relê é um interruptor controlado eletricamente. Ele tem uma bobina que, ao ser energizada, cria um campo magnético capaz de movimentar um contato interno — abrindo ou fechando o circuito de carga.
Os relês automotivos são normalmente encontrados em duas versões:
Relê de 4 pinos → possui os contatos básicos para acionar uma carga (comum, bobina e contato aberto).
Relê de 5 pinos → além dos contatos do modelo de 4 pinos, ele tem um contato adicional (87a), que é o terminal normalmente fechado (NF).
Identificação dos pinos
Os pinos são numerados de acordo com o padrão internacional:
85 e 86 → são os terminais da bobina (pode inverter, pois não há polaridade).
30 → é o terminal comum, por onde entra a corrente.
87 → é o contato normalmente aberto (NA) — só se conecta ao 30 quando o relê é acionado.
87a → é o contato normalmente fechado (NF) — presente apenas nos relês de 5 pinos.
Quando a bobina é energizada, o contato se move e muda a posição elétrica entre os pinos 30, 87 e 87a.
Isso permite ligar e desligar cargas de corrente mais alta sem que o circuito de controle precise conduzir essa corrente diretamente.
Abaixo temos um exemplo de um relé que tem a imagem do
esquemático interno do rele estampado na parte externa, que nos ajuda a entender o funcionamento bem como a identificação de seus terminais.
Para entender melhor, assista ao vídeo abaixo, com os testes e comentários sobre um rele semelhante.
Como testar um relê automotivo
Para testar um relê, você pode usar um multímetro ou uma fonte de 12V. O procedimento é simples:
Identifique a bobina: ligue o multímetro em modo de resistência entre os pinos 85 e 86.
Se o multímetro marcar algo entre 60 e 120 ohms (aproximadamente), a bobina está boa.Teste de acionamento: aplique 12V entre 85 e 86.
Você deve ouvir um pequeno “clique” — isso indica que o relê está comutando.Verifique os contatos:
Sem tensão na bobina, o pino 30 deve estar conectado ao 87a (no relê de 5 pinos).
Quando a bobina é energizada, o contato muda: 30 passa a se conectar com 87.
Se o relê não fizer o “clique” ou não conduzir corrente quando deveria, ele provavelmente está danificado e precisa ser substituído.
Aplicações práticas
Os relês automotivos são usados em inúmeros circuitos práticos, como:
Temporizadores e sistemas de retardo de desligamento
Alarmes e sirenes automáticas
Ventiladores controlados por temperatura
Circuitos de iluminação e sinalização
Carregadores de baterias e fontes com desligamento automático
Esses e vários outros projetos que usam relês estão explicados passo a passo na Apostila PDF com 25 Projetos de Eletrônica para Iniciantes — um material completo com esquemas, lista de componentes e explicações detalhadas.
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Vídeo: como funciona e como testar um relê automotivo
Assista ao vídeo abaixo, onde demonstro na prática como identificar os pinos, entender o funcionamento e fazer o teste do relê com segurança.
Vídeo complementar
A seguir temos outro vídeo com informações adicionais que podem ser úteis para o seu projeto.
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